MIBE 2018 - Mensagem da Coordenadora da RBE

Mibe

Outubro, mês dedicado às bibliotecas escolares incentiva-nos ao reforço desta REDE e à reflexão sobre o lugar da biblioteca naquele que é o processo de formação da criança e do jovem.

Suportados no valor do saber e da aprendizagem procuramos conciliar respostas ajustadas aos desafios mais gerais da educação, perseguindo os nossos propósitos de sempre: atender aos diferentes perfis dos nossos alunos com respostas adequadas às suas necessidades individuais.

Colaboração, inovação, inclusão, … algumas das marcas que têm acompanhado o desenvolvimento da RBE e que vão ao encontro das medidas educativas ministeriais preconizadas para este ano. Para as bibliotecas escolares é a oportunidade de reforçar a sua intervenção, participando ativamente neste desígnio e estreitando o trabalho colaborativo entre a biblioteca e os docentes das diferentes áreas curriculares, contribuindo para a flexibilidade das aprendizagens. 

Igualmente, a multiplicidade de saberes e competências e o carácter mais humanista da formação do aluno, previsto no Perfil dos alunos no final da escolaridade obrigatória têm, na biblioteca, um suporte e um apoio indispensáveis.

A relação privilegiada, de proximidade, que desenvolvemos nesta REDE, permitirá continuarmos a encontrar as melhores respostas aos múltiplos desafios que, permanentemente, nos confrontam.

Nesse sentido, o desenvolvimento da RBE tem tido como pilar estruturante o lançamento anual de diferentes candidaturas que amplificam as possibilidades das bibliotecas adequarem os projetos à sua realidade ao mesmo tempo que proporcionam percursos inovadores diversificados.

Para uma efetiva conjugação de esforços entre todos destacámos, este ano, um conjunto de áreas prioritárias que nos parecem essenciais para consolidar o nosso trabalho.

Naturalmente, a leitura, transversal que é, na nossa ação, destaca-se perspetivando-se mais verticalmente. Convictos da importância da promoção de um trabalho que envolva toda a comunidade escolar propusemo-nos encontrar modos de melhor garantir o acesso à leitura, tornando-a numa prática quotidiana nas nossas escolas. Apresentámos, por isso, um conjunto de propostas ajustáveis para serem promovidas em escolas do 1.º ciclo e em jardins-de-infância - Roteiro para uso das bibliotecas escolares: escolas do primeiro ciclo do ensino básico e Jardins-de-infância.

Sendo a formação de bons leitores o primeiro e último desígnio do trabalho nas bibliotecas, estão criadas múltiplas oportunidades de desenvolvimento desta prática através das candidaturas: Ideias com mérito, Biblioteca digital, Leituras… com a biblioteca, Todos juntos podemos ler e de projetos como Miúdos a votos, Clássicos em rede, SOBE+ e, mais recentemente, Cientificamente provável. Além disto, temos tido a preocupação de inscrever no nosso plano de formação anual, propostas que equacionam a leitura hoje e fazem da biblioteca o polo catalisador desta dinâmica.

Lugar de interseção entre pessoas, conhecimentos e valores, a biblioteca escolar pode e deve favorecer exercícios de cidadania que apetrechem os alunos com ferramentas que lhes permitam uma maior consciência de si próprios, do seu lugar no mundo e da sua relação com o outro.

Vivemos tempos acelerados de mudança. A forma como acedemos à informação, como nos relacionamos e como lemos impõe a reflexão e adoção de medidas consentâneas com essa realidade.

A biblioteca escolar deve, cada vez mais ser um espaço aberto, itinerante na comunidade, que crie estratégias concertadas para que o gosto pela leitura se torne central para os alunos, tanto na sua vida académica como nas suas atividades de lazer, levando-os a ler, escrever e criar produtos com valor nos vários ambientes em que vivem.

A biblioteca, espaço de encontro e de troca a diferentes níveis, deve procurar diversificar os contextos de leitura, realizar um trabalho de curadoria e provocar permanentemente a comunidade para a criação colaborativa de oportunidades de aprendizagem estimulantes para os alunos.

A resposta a estes desafios tem de ser individual e coletiva. Por isso, perante a proposta de reflexão lançada este ano pela IASL para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, respondemos individualmente, com a dedicação que cada um põe no seu trabalho, e em rede, com a consciência de que: 

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Aos coordenadores interconcelhios, professores bibliotecários, docentes das equipas das bibliotecas escolares, assistentes operacionais e alunos, desejo que a celebração em torno do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares se traduza num ano inteiro de boas experiências!

Votos de bom trabalho!

Manuela Pargana Silva


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